Nós até aceitamos os casamentos entre homossexuais, desde que sejam entre um homem e uma mulher.

sábado, dezembro 31, 2005

Misticismo

"O blogue Ai o Artista revelar-se-á uma das forças que mais marcadamente anunciam o V Império, guiando o povo num objectivo comum - a revelação do mistério"

Estética

Estática

Ainda a diálise

Estática, s.f. parte da mecânica que estuda o equilibrio das forças actuantes sobre corpos em repouso. «ciência do equilibrio dos corpos»

Estética, s.f. filosofia da arte; ciência cujo objectivo é o juízo de apreciação entre o belo e o feio

quinta-feira, dezembro 29, 2005

Estética e estática

A estética é estática.
Estático está o estético.
Dinamizemos a estética e dizimemos a estática!
Tudo é movimento e dinâmica!
Estática está a estética.
O estático é estético.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

Tédio

Entre as compras de Natal, as combinações para o Fim de Ano, os exames, o trânsito à sexta à noite no terreiro do paço e a campanha eleitoral enfiada e espremida entre o bacalhau e o cabrito, tentando retirar algum tipo de ideia válida ou personalidade aglutinadora, aborrece-me mais que o Sporting não ganhe do que ter que ir votar em branco.

domingo, dezembro 11, 2005

Conde do Pragal - I - A infância.


Sua senhoria, o excelentíssimo Conde do Pragal, vulto nacional e distinto animal, desde cedo prometia grandes feitos e tenebrosas façanhas.
Até o conhecermos como o conhecemos hoje, muitos caminhos trilhou sua graça, que o transformaram na enormidade actual.
Venceslau Esmurrais e Cabeçadas - assim foi baptizado o rebento, numa cerimónia discreta, mas distinta, no sitio das lavadeiras ali para o lado de Xabregas, pelo prior Curado Cabeça de Vaca, muito amigo da família - desde petiz se destacou pelos valentes feitos. Na arte de ludibriar e dissimular não havia igual e reza a história que conseguiu fingir tomar banho durante uma calenda completa, perante o nariz torcido, desconfiado e incomodado de sua mãe, Dª Urraca da Perdigota e Esmurrais, que julgava que o pequenote padecia de alguma enfermidade rara, tal era o odor nauseabundo que exalava.
D. Fuas Roubinho e Dei-de-Frosques, pai extremoso, também seria vítima do talento precoce da criança quando em lugar de manteiga para barrar as torradas, encontrou sebo com que untou o cereal. Vencinho, como era carinhosamente apelidado, negou ter sido o autor do gorduroso esquema, mas veio mais tarde a descobrir-se a manteiga subtraída, nos pertences do petiz, que usava para actividades de higiene pessoal.
Assim, desde pequeno que o notável rapazote revelou sua apetência para a actividade que viria a exercer e até os amigos da família o tratavam já por Sr. Ministro, em serões etéreos em que D, Venceslau se entretinha a aliviar os casacos dos convivas de valiosos artefactos, culpando sempre Mané Cacimba - um pretinho, filho da criada.

sábado, dezembro 03, 2005

Pode lá ser...



Troca esse fado
Dá volta à alma e faz um canto menos só
Troca essa dor por algo melhor mesmo que seja em tom menor.
Sacode o medo
Que trazes preso à alma e atrasa o teu andar
Tens onde ir que esse teu canto ainda tem tanto para dar.
Pode até ser um dia sem sol e a noite sem lua
Mas Lisboa sem o Tejo fica nua.
Podem dizer que o fado perdeu a cor dos seus pais
Mas o fado, meu país, não morre mais.

Será defeito não ter o jeito,
O feitio fugir da tradição.
Será tão diferente quando se sente
Só tem voz o coração.
Canto outra história,
Faço a memoria à minha medida mas tudo é tão igual.
Que importa ao tempo se é sentimento, senhores é tudo Portugal!
Pode até ser um dia sem sol e a noite sem lua,
Mas Lisboa sem o Tejo fica nua.
Podem dizer que o fado perdeu a cor dos seus pais,
Mas o fado, meu país, não morre mais...