Nós até aceitamos os casamentos entre homossexuais, desde que sejam entre um homem e uma mulher.

quinta-feira, setembro 09, 2004

A DECISÃO ACERTADA

Art. 39º, nº3, Tratado da Comunidade Europeia:

"A livre circulação dos trabalhadores compreende, sem prejuízo das limitações justificadas por razões de ordem pública, segurança pública e saúde pública, o direito de: (...)"

Após a leitura deste esta disposição de Direito Comunitário e da Directiva 64/221, a que conclusão chegámos, acerca da medida tomada pelo Governo de Portugal, no conhecido episódio do Borndiep, vulgo "barco do aborto holandês"? Agiu bem ou mal o Governo?

A Directiva 64/221 diz-nos que têm aos Estados-Membros o poder descricionário de decidir o que entendem acerca das noções de ordem, segurança e saúde pública, dentro de certos limites, especificados por esta Directiva e a meu ver, o Governo Português não desrespeitou nenhum destes mesmos requisitos.

A verdade é só uma, meus amigos: a entrada em território porguês do Borndiep teria consequências bem piores do que as que teve a simples interdição da sua entrada pela Marinha. Quem viu as imagens da entrada e permanência do Borndiep na Polónia, outro dos países em que a lei do aborto não permite a interrepção voluntária da gravidez, sabe muito bem o que se passou nessa ocasião, e que pessoas foram presas, houve manifestações e desacatos, enfim, consequências bem piores do qeu a simples interdição em território nacional.

Não está nesta matéria em causa o que as pessoas acham ou não acerca da lei do aborto. Cada qual tem a sua e tem que haver respeito pela mesma. O que esta sim em causa, é o chico-espertismo e a mania de superioridade que essa organização holandesa está a ter para com o nosso País. Além de que veio incentivar em solo português à ilegalidade. Era a mesma coisa que vir para solo português a prometer qeu quem quisesse se drogar que fossem com eles para alto-mar, que aí já não haveria problema! Que moral há nisto tudo? A lei pode ser má e injusta para alguns, mas é o que temos, para já. Não é um barquito com mau aspecto que vai alterar isso, mas sim a nossa classe política.

Quando é que ainda não se sabe.



P.S: Mais uma vez, o protector dos indefesos, o Bloco de Esquerda, apareceu na primeira linha a defender esta situação. Outra coisa não seria de esperar, deste pseudo-partido que se julga um ícone da verdade.

quinta-feira, setembro 02, 2004

Foi Portas

Pois é, o Ai o Artista tem investigadores muito credíveis e sabe de fonte segura que foi Paulo Portas que escreveu nas paredes do Caldas. Segundo consta, Paulo Portas terá uma vida dupla e levantou-se a meio da noite, correu do forte de São Julião da Barra até à Rua da Madalena e já no Largo Adelino Amaro da Costa ter-se-á encontrado com Francisco Louçã que já detinha as latas de tinta que havia furtado do Continente. Verdade seja dita que Paulo é somente autor material do crime, uma vez que foi instigado por Louçã. Quem lhe dizia as frases era Manuel Alegre, o grupo terá escolhido Alegre para dar alguma musicalidade às ofensas.
Paulo Portas foi apanhado depois de deixar uma das suas pantufas presas na calçada. Ora, umas pantufinhas com submarinos de peluche não deixavam margens para dúvidas.
O grupo preparava-se para seguir para o Rato e escrever na sede do PS a pedido de Alegre mas Louçã terá visto Sampaio a vigiá-los com uns óculos escuros. O presidente bem prometeu que iria estar atento.

quarta-feira, setembro 01, 2004

Como a fruta, música da época...

Setembro
Sabendo a nostalgia...
A brisa vem salgada.
A praia está vazia, desolada.
As sombras vão caíndo.
O sol me anoitece.
Só sinto a areia fina que arrefece...
Setembro foi o mês... eternidade
Setembro sabe a mar e a saudade
Nas memórias que teço, não esqueço
Esse encantado Verão que me deixou ancorado
Só na solidão...
O céu desfaz-se em cinza
No longe em que se perde
O mar já não veste de verde...
E lembro o mês azul
Passado junto ao mar
Só por ti para te recordar...
Setembro foi o mês, eternidade
Setembro sabe a mar e a saudade
Nas memórias que teço não esqueço
Esse encantado Verão
Que me deixou ancorado,
Só na solidão
José Alberto Reis